quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Peñarol não está morto!

Após o empate, justo, entre Santos e Peñarol ontem no Centenário, a torcida do Santos já se considera campeã. Parece que esqueceu que o clube uruguaio tem o mais do que o dobro de conquistas da competição do que o alvinegro praiano. Os jogadores, é claro, tem o discurso cauteloso. Mas no fundo, já se sentem com um pé em Tóquio. Não é por aí, Santos...

Em todas as cinco vezes em que o Peñarol foi campeão da Libertadores, o título veio fora de casa. Números nos ajudarão:

1960 - Olimpia(PAR) 1x1 Peñarol(0x1) - Manuel Ferreira, Assunção-PAR
1961 - Palmeiras 1x1 Peñarol(0x1) - Pacaembu, SãoPaulo-BRA
1966 - River Plate(ARG) 2x4 Peñarol (0x2)(3x2) - Nacional, Santiago-CHI (jogo desempate)
1982 - Cobreloa(CHI) 0x1 Peñarol (0x0) - Nacional, Santiago-CHI
1987 - América de Cali 0x1 Peñarol (2x0)(1x2) - Nacional, Santiago-CHI (jogo desempate)

As finais anteriores mostram claramente a força do Peñarol fora de casa. Força, inclusive, que se mostrou contra o Palmeiras, no próprio Pacaembu, palco da final de quarta-feira que vem. O conhecimento sobre como jogar fora de casa é antigo. Mostra-se que passou por cinco décadas e continua presente no clube de maior torcida do Uruguai. Na Libertadores desse ano, conquistou todas as vagas até a final jogando o segundo jogo longe de seus domínios.

Além de todo essa força, tradição e história, o Peñarol mostrou, não só ontem, que possui um time pouco técnico, mas organizado taticamente e com brilhos individuais, presentes principalmente em Martinuccio e Estoyanoff. A jogada e a ideia do time é sempre a mesma: fazer a bola chegar no ataque de qualquer maneira possível e marcar implacavelmente na defesa. Seja com chutões, carrinhos, contra-ataques ou jogadas individuais, o objetivo é sempre a área adversária. E a partir do momento em que a bola entra a favor dos uruguaios, o jogo se torna um só: ataque x defesa. E assim, o Peñarol sabe jogar muito bem. Marca com disciplina e não falha na maioria das vezes.

O time do Santos e seu comandante Muricy precisam saber que o Peñarol nunca se mostrou morto em nenhuma final de Libertadores, e não vai ser nessa que mostrará. É bom o alvinegro praiano abrir o olho, se não mais uma Libertadores vai escapar do colo dos santistas.

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