Sábado à noite costuma lembrar boates, festas e danças. Ontem, em Volta Redonda, o Vasco era o dono da festa e quem dançou foi o Ameriquinha.
Nada se podia esperar do Vasco. Recém-saído de uma crise, apelidada pelos íntimos de PC Gusmão, o cruzmaltino fechou sua participação na Taça Guanabara da forma mais digna possível. Sem chances de classificação, o Gigante da Colina fez incríveis nove a zero no, cada vez mais fraco, América. Sem dó e com um time se ajustando, o Vasco abriu o placar aos cinco minutos e desandou a fazer gols. Foram cinco só no primeiro tempo.
A pergunta que não se cala é: O que acontecia ao Vasco no início do campeonato?
Não se pode acusar o time de corpo mole, nem de falta de motivação antes da chegada de Ricardo Gomes. Mesmo assim, é visível a melhora do time sob o comando dele. Não há como um time subir tanto de produção em tão pouco tempo de preparação. Aí surge a resposta: PC Gusmão tinha um elenco muito bem qualificado em suas mãos. Não soube ajustar as peças, formar um time e, principalmente, conquistar sequer um ponto num Cariocão que só cai de qualidade ao longo dos anos. Não me refiro aos clubes grandes, que vem crescendo à partir da consciência da necessidade uma melhor profissionalização do futebol, mas sim aos clubes pequenos, que não disputam nada desde 2005, quando colocaram em uma final de Taça Guanabara, Volta Redonda x Cabofriense frente a frente.
Podemos citar exceções, como o Resende de 2008 e o Madureira de 2006. Mas nada que assuste. Mesmo assim a caravela cruzmaltina se rendia aos ataques dos fracos inimigos. O comandante precisou sair para a calmaria da tripulação. Ricardo Gomes tem, agora, tudo sob comando.
Ontem o Vasco foi John Travolta, mas quem dançou foi o América. E nove vezes.
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