sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Errônea estreia

Pra começar, a estreia do Fluminense na Libertadores foi pífia.

A sorte do torcedor tricolor é que veio como aviso. Aviso de que Libertadores é outra história. Além da escalação muito mal feita por Muricy, o clima de pré-temporada era visível. Os laterais iam e não voltavam, os zagueiros perderam TODAS as corridas e, por muitas vezes, a solução mais prática era a falta. O que, inclusive, ocasionou o primeiro gol do clube argentino.

Por mais que a atuação tenha sido desastrosa, o erro começa fora de campo. Mesmo com créditos, Muricy errou feio na escalação do Fluminense. Pra ser mais claro, Diego Cavalieri não está nem perto da forma física mínima para se disputar uma Libertadores. O mesmo se aplica a Edinho. É valido sim, os dois jogarem no Campeonato Carioca. É lá que se adquire a forma para a Libertadores. Outro erro claro foi a titularidade de Willians. O atacante vinha entrando muito bem nos jogos da Taça Guanabara, mas não entrava como titular há, no mínimo, seis meses. Se acostumar com a titularidade leva tempo. E como.

O erro não se limita a Muricy. Em 2008, o Fluminense chegou à final da mesma competição jogando um futebol bonito, mas com um time desorganizado. Cícero não sabia se era atacante, volante ou meia. O mesmo se aplicava a Thiago Neves. Ygor vivia perdido em campo e no ataque, Washington precisava se virar sozinho. E aí? O que explica o sucesso tricolor? A torcida. No primeiro jogo em casa daquela Libertadores, o Fluminense levou 40.000 torcedores ao Maracanã, onde venceu o Arsenal de Sarandí por 6x0. O fato se repetiu ao longo da Libertadores, chegando a 80.000 torcedores na semi-final e na final.


Ok, o Engenhão não é o melhor palco para a torcida. Problemas de transporte, organização e localização são visíveis. Mesmo assim, o torcedor não deixaria de ir no primeiro jogo importante do clube no ano. Oitenta reais é um absurdo. O ingresso espanta os torcedores, que por muitas vezes “guardam” o dinheiro para um jogo mais próximo do fim da competição (que promete ser mais caro ainda). A diretoria tricolor precisa entender que o time NECESSITA da torcida. Necessita de aplausos, de cantos, de apoio, de consolo e até de vaias, quando preciso.

O Fluminense errou. Como um todo. E, para a sorte do torcedor, tem 15 dias de descanso e preparo para a partida contra o Nacional, no Engenhão. Espera-se uma correção.

PS: Salvo a atuação de Rafael Moura, que mesmo depois de muito tempo sem atuar, fez uma partida sensacional.

Foto:Lancenet

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