sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pequeno análise de Bolívia 1x1 Argentina


A abertura da Copa América foi o sinal claro de que, se a Argentina não mudar seu estilo de jogo, nosso principal rival no campeonato será o Uruguai. Por um lado, é bom. O Uruguai é o maior vencedor, empatado com a Argentina, mas não chega na final há 12 anos, quando chegou e perdeu para o Brasil na Copa América de 1999, no Paraguai.

Excluindo todo esse lado palpiteiro, a Argentina se mostrou um time desorganizado taticamente e sem conseguir conciliar suas indiscutíveis qualidades individuais presentes na maioria de seus jogadores com a eficiência coletiva. O primeiro tempo foi totalmente dominado pela Argentina, mas sem objetivo. O time jogava com três volantes (Mascherano, Cambiasso e Banega) e um deles, Mascherano, atuava de terceiro zagueiro quando a Bolívia chegava com a bola. Desnecessariamente. 

Assim, durante todo o primeiro tempo a Argentina não teve nenhuma chance clara, muito menos a Bolívia. Os bolivianos, na verdade, começaram o segundo tempo fazendo um gol sem querer. O brasileiro Edivaldo Rojas, do Naval de Portugal e com mãe boliviana, não conseguirá acertar um chute de calcanhar vindo de um escanteio naquele canto nunca mais em sua carreira. Assim como Banega nunca mais cometerá o ridículo erro que cometeu ao deixar a bola passar entre as suas pernas, postas em cima da linha do gol.

A Bolívia se segurou, e aos 20 minutos perdeu uma chance com Marcelo Moreno. Foi a melhor chance de gol do jogo e talvez a maior que Moreno terá em toda a Copa América. Por falta de recursos, o brasileiro/boliviano perdeu um gol feito. Primeiro ao cortar para a sua perna esquerda, a ruim. E depois, por titubear frente ao goleiro. 

Chutando táticas, Batista encheu o time argentino de atacantes até conseguir o milagroso golaço de Kun Agüero. Foi pouco para a seleção sede que quer ser campeã em casa.

Messi estava em campo?

Tévez estava em campo?

A Argentina terá problemas para vencer a Colômbia se continuar jogando da maneira que jogou hoje. A Costa Rica, para a felicidade dos argentinos, é peixe morto na competição. Assim como a Bolívia era...

Foto:AP

Adeus, Leo

A saída de Conca do Fluminense parece inevitável. Fontes afirmam que o jogador vai receber cerca de 10 milhões de euros ao ano, o que daria 885 mil euros por mês, o levando a ter o quinto maior salário do futebol mundial. Ganhando mais que Kaká, David Villa, Eto'o , Ibrahimovic e John Terry.

Se essa for mesmo a proposta e ele, como já chegaram a afirmar, não aceitou de primeira, a diretoria do Fluminense fez uma idiotice imensa. Conca já havia recusado duas propostas do mesmo clube. Não tão altas, é claro, mas do mesmo porte. Conca, então, mostrava visivelmente que queria continuar no Fluminense. Mas foi só pintar uma proposta mais alta, que a patrocinadora começou a coçar as mãos.

Em 13 anos de Fluminense, a Unimed investiu muito no clube. Teoricamente, o resultado foi satisfatório: um Campeonato Brasileiro, uma Copa do Brasil e dois Cariocas. Mas faltou expandir a marca da empresa pelo mundo, como esperavam em 2008. Então, o retorno financeiro precisava vir. E virá, com a venda do argentino.

A Unimed é detentora de 40% dos direitos federativos de Darío(o resto é divido entre Fluminense, 40%, e Traffic, 20%). Com isso, receberia quase metade da multa recisória do apoiador. A Traffic, também patrocinadora do Flamengo, está decepcionada com os primeiros seis meses de Ronaldinho na Gávea. Até hoje, o rubro-negro não conseguiu o tal patrocínio master que desejava (especula-se que o Fla quer 30 milhões para ceder o espaço do peito da camisa). Assim, seria mais um dinheiro que entra nos cofres da empresa para dar uma sobrevida na busca por patrocínios.

E o Fluminense? Pobre Fluminense! Abriu mão de suas promessas, Alan e Maicon, no fim de 2008, para conseguir comprar o passe de Conca em definitivo do River Plate. Definitivo? O Flu, bem que poderia tentar, mas não tem como segurar o jogador tendo 40% dele. Os outros 60% estavam interessados em vendê-lo, o empresário também, e o jogador balançado. O erro foi deixar a proposta chegar à ele. E não existe esta história de que o dinheiro vai para o CT. Isso é história antiga. Só nos resta dar adeus ao jogador.

Ah, e como é o nome do time mesmo? Guangzhou Evergrande, que acabou de subir da segunda divisão da China. É, vamos dar adeus mesmo ao Conca, que vai sumir por lá.

Adeus e obrigado, Darío Leonardo Conca.