Excluindo todo esse lado palpiteiro, a Argentina se mostrou um time desorganizado taticamente e sem conseguir conciliar suas indiscutíveis qualidades individuais presentes na maioria de seus jogadores com a eficiência coletiva. O primeiro tempo foi totalmente dominado pela Argentina, mas sem objetivo. O time jogava com três volantes (Mascherano, Cambiasso e Banega) e um deles, Mascherano, atuava de terceiro zagueiro quando a Bolívia chegava com a bola. Desnecessariamente.
Assim, durante todo o primeiro tempo a Argentina não teve nenhuma chance clara, muito menos a Bolívia. Os bolivianos, na verdade, começaram o segundo tempo fazendo um gol sem querer. O brasileiro Edivaldo Rojas, do Naval de Portugal e com mãe boliviana, não conseguirá acertar um chute de calcanhar vindo de um escanteio naquele canto nunca mais em sua carreira. Assim como Banega nunca mais cometerá o ridículo erro que cometeu ao deixar a bola passar entre as suas pernas, postas em cima da linha do gol.
A Bolívia se segurou, e aos 20 minutos perdeu uma chance com Marcelo Moreno. Foi a melhor chance de gol do jogo e talvez a maior que Moreno terá em toda a Copa América. Por falta de recursos, o brasileiro/boliviano perdeu um gol feito. Primeiro ao cortar para a sua perna esquerda, a ruim. E depois, por titubear frente ao goleiro.
Chutando táticas, Batista encheu o time argentino de atacantes até conseguir o milagroso golaço de Kun Agüero. Foi pouco para a seleção sede que quer ser campeã em casa.
Messi estava em campo?
Tévez estava em campo?
A Argentina terá problemas para vencer a Colômbia se continuar jogando da maneira que jogou hoje. A Costa Rica, para a felicidade dos argentinos, é peixe morto na competição. Assim como a Bolívia era...
Foto:AP