O Wembley foi palco de uma das partidas mais interessantes do ano na Inglaterra. De um lado, o Manchester City, sedento por títulos e esperançoso após eliminar o rival United na semifinal. Do outro, o modesto Stoke City, sabendo que já havia chegado longe. Se esperava um massacre do City, que não havia justificado o alto investimento no clube nos últimos anos. Robinho, Tévez, Yaya Touré, Dzeko, Adebayor, Balotelli, Elano, Kolo Touré , Barry , Vieira e muito mais foram contratados durante a gestão do atual dono do clube. E nenhum deles correspondeu ao que se esperava.
Com tanta pressão para cima de si, os Citizens pressionaram no início do primeiro tempo, sem resultado. A partir dos vinte minutos a partida se equilibrou e o Stoke começou a tentar voar mais alto. A partida foi cozinhando, alternando altos e baixos no quesito emoção.
Aos 29 minutos do segundo tempo, Yaya Touré marcou o gol do título. O mesmo Yaya Touré, que marcou o gol da classificação para a final em cima do United. O gol que ficará marcado na história como o fim do jejum de 35 anos do City. 35 anos depois do gol de Neil Young sobre o Leicester no mesmo Wembley e na mesma final de FA Cup.
O City comemora o título, e com merecimento. Mas com tantos investimentos, não pode considerar a FA Cup como um prato cheio pós-jejum. É no máximo um couvert. Objetivos maiores devem ser alcançados. A próxima temporada reserva uma Champions League no prato do Manchester. Basta saber se a 'boca' do clube é grande o suficiente para ela.
PS: O outro Manchester, o United, foi campeão do Campeonato Inglês pela 19ª vez. Em 12 delas, Ryan Giggs e Sir Alex Ferguson estavam presentes. Além de colocarem o nome do United na história, como o maior vencedor da Inglaterra, Giggs e Ferguson querem agora a Europa, decidida em 28 de maio, no mesmo Wembley do título do City, contra o Barcelona.
Foto:Reuters